Nesta semana, a Itália aprovou uma lei que tipifica e introduz o feminicídio como tipo penal. Mas o que tem dividido opiniões é o fato de o parlamento italiano ter aprovado por unanimidade a privação de liberdade perpétua para feminicidas.
A lei é uma resposta a um caso que comoveu o país: em novembro de 2023, uma jovem de 22 anos foi esfaqueada até a morte por seu ex-namorado. Foram mais de 70 facadas. O crime comoveu a Itália, levou cidadãos às ruas em protesto contra a violência de gênero e o patriarcado e pela garantia de direitos para meninas e mulheres. À época, a primeira-ministra Giorgia Meloni abordou o tema da violência contra as mulheres em sua conta na rede social X, descrevendo o problema como um “flagelo social e cultural”.