Por Luciana Bauer e Pedro Costa (*)
Donald Trump deseja muitas coisas. Deseja o retorno a uma América grande, branca e rica. Deseja a supremacia de um mundo unipolar. E, para isso, tem usado e abusado de instrumentos jurídicos, tanto internamente, quanto externamente, a fim de salvaguardar a queda do império americano diante do rival hegemônico do sec. 21, a China [1]. Nesse contexto, sua administração tem recorrido a expedientes de alcance extraterritorial e transnacional, que tensionam os limites entre cooperação internacional, enforcement penal e projeção geopolítica de poder.