A palavra escravo deriva de slavus em latim, nome genérico para designar os habitantes da Eslávia, região dos Bálcãs, no sul da Rússia e às margens do Mar Negro, grande fornecedora de pessoas feitas escravas para todo o Mediterrâneo. Eram brancos, louros, com olhos azuis. Só os otomanos de Istambul importaram, entre 1450-1700, cerca de 2,5 milhões dessas pessoas brancas e escravizadas.
No nosso tempo, as Américas foram as grandes importadores de pessoas de África que foram escravizadas. Entre 1500-1867, o número é espantoso: 12.521.337 fizeram a travessia transatlântica, das quais, 1.818.680 morreram no caminho e foram jogadas ao mar. O Brasil foi campeão do escravagismo. Só ele importou, a partir de 1538, cerca de 4,9 milhões de africanos. Das 36 mil viagens transatlânticas, 14.910 destinavam-se aos portos brasileiros.