A importância de derrotar os lesas-pátrias

O que está em jogo é o confronto entre as opções da submissão e da soberania

Nunca houve na história do Brasil ruptura instauradora que interrompesse nossa herança de extermínio de indígenas, herança escravocrata, colonial, neocolonial e da elite do atraso. Ela ocupou o poder político desde o Império e jamais foi apeads dele. As mudanças havidas nunca trocaram a natureza deste poder, que sempre foi elitista  excludente e antipopular, frustrando o projeto-Brasil-de-todos. Os poderosos, em tempo algum, reconheceram os direitos dos injustamente humilhados e, desta forma, os empurraram para a marginalidade, porque pensam que lá é seu lugar natural. São as elites do atraso no justo dizer do sociólogo Jessé Souza.

O inconformismo popular foi sempre reprimido com extrema violência a ponto de o historiador mulato Capistrano de Abreu ter dito rudemente que “o povo foi capado e recapado, sangrado e ressangrado”.

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