Paz foi sempre uma palavra complexa no Oriente Médio. Num debate recente no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador palestino Riyad Mansour explicou um dos motivos. Segundo ele, a comunidade internacional pediu que seu governo apostasse pelo caminho da paz e da negociação. E, segundo ele, em troca, viu de forma impune Israel avançando sobre os territórios palestinos.
Em discurso que acabou se transformando em um ato de resistência, ainda em 2024, o mesmo embaixador afirmou, às lágrimas, que os palestinos não iriam desaparecer. “Queremos a paz. Não há palavra mais difícil de pronunciar quando dezenas de milhares do seu povo foram mortos. Não a usamos levianamente. Queremos paz. Nossa liberdade não é um obstáculo à paz, é o único caminho que leva a ela”, disse.