Talvez você já tenha escutado o ditado popular “quem tem padrinho não morre pagão”. Há quem diga que o provérbio português veio pra cá no Brasil Colônia. A explicação é simples: o ditado faz alusão a um “padrinho”, alguém influente, que não o deixará desamparado; um pagão não teria quem ampará-lo na hora da salvação. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, parece ter levado a sério os ensinamentos do seu padrinho político, Jair Bolsonaro.
Uma das falas mais infelizes do ex-presidente durante a pandemia de covid-19 foi “não sou coveiro”. Bolsonaro estava respondendo a perguntas de jornalistas sobre as mortes em decorrência do coronavírus. Anos após esse tempo sombrio, que deixou 700 mil brasileiros mortos, além de marcas profundas e traumas em toda uma geração, Tarcísio encontrou um caminho de recriá-la.