Há um consenso na comunidade científica de que a Terra é viva. Por exemplo, num só grama de terra, ou seja, menos de um punhado, vivem cerca de 10 bilhões de micro-organismos: bactérias, fungos e vírus, conforme afirma-nos o grande biólogo E. Wilson, em A Criação: Como Salvar a Vida na Terra, (2008, p. 26). São invisíveis, mas sempre ativos, trabalhando para que a Terra permaneça viva e fértil. A Terra, assim cheia de vida, é a mãe geradora de todos os seres vivos.
Tal constatação não era evidente. Tanto para Einstein quanto para Bohr, “a vida ultrapassa a capacidade de compreensão da análise científica” (N. Bohr, Atomic Physis and Human Knowledge, 1956, cp. Light and Life, p.6). Entretanto, a aplicação da física quântica, da teoria da complexidade (Morin), do caos (Gleick, Prigogine) e da biologia genética e molecular (Maturana, Capra) mostraram que a vida pertence ao processo evolucionário, desde as energias e partículas mais originárias, passando pelo gás primordial, as grandes estrelas vermelhas, as super novas, as galáxias, o pó cósmico, a geosfera, a hidrosfera, a atmosfera e, finalmente, a biosfera.