É possível mudar a rota do Titanic?

Precisamos inaugurar um novo padrão civilizatório

Estamos no olho de uma crise civilizacional sem precedentes na história. Todas as grandes crises conhecidas eram regionais. Na sequência da crise, surgia um novo sujeito histórico (“os bárbaros”) com vitalidade e projeto alternativo que permitia à história continuar com um novo rumo.

Desta vez, é diferente. A crise parece ser global, estrutural e terminal. Global, porque envolve todo o globo. É estrutural, porque não se trata de uma crise de conjuntura, que, superada, permite a continuidade da civilização ocidental, desprezada por Donald Trump. Agora, o coração foi atingido. Por isso. ela é terminal. Com ela termina, não o mundo, mas um tipo de mundo social, montado nos últimos séculos.

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