Trump surfa na repulsa a Netanyahu

Presidente dos Estados Unidos tem as mãos sujas de sangue do povo palestino

A debandada da Assembleia Geral da ONU durante o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, talvez seja a cena mais marcante da política internacional em 2025. A cena expôs de forma gráfica o completo isolamento do premiê israelense diante da cruzada sanguinária contra o povo palestino. Em votações anteriores, naquele mesmo plenário, já era possível dimensionar o deslocamento, com placares de 149 a 12 (1), exigindo o fim imediato do genocídio em Gaza. No entanto, o ato de centenas de diplomatas se levantando e deixando um histriônico Netanyahu falando sozinho ultrapassou a frieza dos números e mostrou que, em algum grau, ainda existia humanidade na Organização das Nações Unidas e que a repulsa a Israel era latente.

Em meio a isso, entra em cena Donald Trump. Acostumado em crescer em cima do rechaço e do ódio, o presidente dos Estados Unidos apresentou um plano de “20 passos” para resolver a situação na Faixa de Gaza e já cobra um Prêmio Nobel da Paz.

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