Resistência LGBT+: entre a festa e a luta, entre a vida e a morte

Eleição também é sobre o direito de existir

No primeiro domingo de junho, mais de 40 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista. Era a 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. Bandeiras coloridas, música alta, fantasias, beijos, abraços e sorrisos tomaram conta do espaço público. Para quem olha de longe, pode parecer só uma grande festa. Para quem está na rua, é muito mais: trata-se de um ato político que, há três décadas, cobra uma sociedade mais digna e segura para a população LGBT+.

Porque, apesar dos avanços significativos das últimas décadas, como o reconhecimento da união homoafetiva pelo STF, a criminalização da homofobia, a conquista do nome social e a criação de políticas públicas em alguns municípios e estados, a dura realidade teima em não mudar na mesma velocidade.

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