Brasil rachado e calcificado: a culpa da imprensa

Desqualificação é marca das cúpulas de redações tradicionais; aventureiros manipuladores como “Mineiro”, sócio de Vorcaro, revelaram-se

Antônio Carlos Freixo Júnior, agressivo operador do mercado financeiro que atende pelo vulgo “Mineiro”, fez carreira nos bancos Garantia e Credit Suisse até 2016. Há dez anos, decidiu montar o próprio negócio, o Entrepay, depois convertido em Grupo Entre. Em outubro de 2022, Freixo Jr. adquiriu o espólio das finadas publicações Istoé e Istoé Dinheiro e os ativos digitais da arruinada Editora Três, da família Alzugaray. Ali, começou a emergir o submarino nuclear com o qual ele e seus sócios de ocasião, os também mineiros de origem Daniel Vorcaro e Flávio Carneiro, pretendiam navegar por oceanos e cascatas da mídia e dominá-los.

Com Carneiro e Fabiano Zettel, o cunhado de Vorcaro que administrava uma milícia despachada até para dar surra ou “eliminar” jornalistas, Freixo Jr. criou a Sociedade em Conta de Participação (SEP) denominada Foone. As SEPs são arranjos do mercado muito usados por quem deseja manter acordos societários ocultos.

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