Trump em seu labirinto

Antes, a pergunta era por que ele iniciou a guerra; agora, é por que não consegue encerrar o que começou

Nos dias 9/6 e 10/5 de 2026, os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã com o lançamento de 49 mísseis Tomahawk, de acordo com Trump, concentrando os ataques na região do Estreito de Ormuz. O Irã respondeu fechando novamente o estreito “a todas as embarcações”, além de disparar mísseis sobre os países do Golfo. O cessar-fogo, que vigorava desde 8/5 e que se renovava precariamente, agora deixou de existir.

Trump chamou o episódio de o “cessar-fogo mais violado da história do mundo”, mas foi justamente ele o maior responsável por isso, dias depois de garantir que faltavam “apenas alguns pontos” para fechar a paz. Nada muito diferente do modus operandi dos EUA, desde que ele iniciou o seu segundo mandato. Se os americanos são incomparavelmente mais fortes, se podem, em tese, esmagar o Irã, por que, após quatro meses de guerra, oscilam entre a trégua e o bombardeio, sem conseguir nem vencer nem admitir fazer acordo?

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