Na última edição da Reserva Exclusiva (Ed. 37), a coluna relatou que diversos gestores de fundos e distribuidoras de títulos cujas empresas estão sediadas na Avenida Faria Lima surgiam interligados no “mapa operacional” da Polícia Federal – mesmo não havendo nenhuma ação ou mandado contra eles. “Esse ‘mind map’ dos investigadores faz com que não haja melatonina ou doses de Rivotril® ou Frontal® capazes de devolver a placidez e o sossego do sono à turma”, escreveu-se neste espaço na edição passada. É fato.
A Operação Fluxo Oculto, detonada há duas semanas, fez os olhares dos investigadores se voltarem para os insones gestores de fundos e CEOs de fintechs, ainda que não houvesse nenhum mandado de busca ou investigação mais detida especificamente contra as empresas deles. Em razão da bruma de desconfiança, alguns desses personagens procuram pontos de contato nos órgãos de investigação para explicar em detalhes quem são e por que não misturam os recursos administrados por eles com dinheiro do crime organizado.