Bolsomaster pesa o clima de aliança entre PL e Novo em SC

Adriano Silva, do Novo, candidato a vice de Jorginho Melo (PL), falta a agenda de campanha com Flávio Bolsonaro e é cobrado nos palanques por discursos duros de Romeu Zema

A amizade de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro afetou em cheio alianças e arranjos políticos no estado mais bolsonarista do país, Santa Catarina, e deixou o Novo numa saia-justa. Em razão disso, o tagarela governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, anda em silêncio nas redes sociais. No dia em que usou a camiseta com os dizeres “o pix é do Bolsonaro e o Caso Master é do Lula”, Flávio  Bolsonaro estava em Florianópolis. Lançava a sua candidatura e a chapa regional do PL em um megaevento com apoiadores. Adriano Silva (Novo), candidato a vice de Jorginho Mello e aliado de Romeu Zema, pré-candidato à presidência, não fez nenhum registro público da passagem do filho 01 do clã Bolsonaro. Os bastidores tremeram.

Enquanto Zema saiu apressado para condenar a amizade sigilosa de Flávio Bolsonaro e Vorcaro em vídeo nas suas redes, o palanque em Santa Catarina chacoalhava. A saia justa motivou uma nota pública do Novo-SC alegando que “não houve alinhamento prévio com o partido” e que o vídeo foi divulgado “de maneira precipitada” e “desnecessária”. A nota reafirmava a aliança construída justamente para passar uma ideia de união da direita, afastando os partidos do centrão da majoritária.

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