No último dia 10 de maio a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ligou todos os alertas do mercado financeiro contra uma explosão patrimonial registrada em quatro fundos de investimentos ainda administrados no portfólio da REAG (ora em processo de liquidação). O fundo Cutter pulou de R$ 801 milhões para R$ 59,3 bilhões. O Maranta saltou de R$ 493 milhõs para R$ 41,8 bilhões. Dois outros, Fresia e Alamo, pularam respectivamente para R$ 34,1 bilhões e R$ 25,1 bilhões. No total, eles passaram a valer R$ 160,3 bilhões quando, na noite anterior, estavam calculados em apenas R$ 2 bilhões.
Toda sorte de possibilidades de falcatruas, enredos de corrupção e roteiro de novos escândalos passou pela cabeça dos auditores da CVM, do Banco Central (logo alertado) e de muitas mesas de investidores privados. Porém, no dia 11 de maio o liquidante da REAG, indicado pelo BC, comunicou a todos a existência de erros de informação no relatório dos fundos. Os valores foram corrigidos e os alertas de possibilidade de irrupção de novos escândalos foi atenuado – ao menos ali, naquela hora.