A desconfiança que paira sobre João Carlos Mansur, ex-CEO da REAG

Ex-clientes e ex-sócios do fundador da operadora que estruturou e lastreou os fundos quebrados do Master creem que operador é o “diretor de cena” das investigações e delações

Assertivo, determinado e ousado, o investidor João Carlos Mansur contava mais de 35 anos de atuação no mercado financeiro quando viu seu mundo particular desmoronar no fim de agosto de 2025 com a deflagração da Operação Carbono Oculto. Nela, a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público investigaram o financiamento e a lavagem de dinheiro do PCC a partir de duas distribuidoras de combustíveis, a Copape e a Aster. A Carbono Oculto levantou que R$ 250 milhões do PCC foram lavados – ou seja, dinheiro ilegal foi formalmente “legalizado” – por meio de fundos administrados pela operadora REAG DTVM, fundada por Mansur em 2013.

A partir daquele momento, no curto espaço de vinte dias do mês de setembro do ano passado, o operador que levara para a sua gestora independente a experiência de três décadas de construção de reputação firmada na passagem por grandes bancos internacionais mudou completamente de comportamento: profissionalizou o controle da REAG, trocou o nome da empresa, cessou quase completamente a vida social e cortou relações diretas com quase todos os clientes e com quase todos os colaboradores e sócios e se tornou estudadamente reservado.

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