Quando filósofos alemães retornaram para seu país de origem, depois da Segunda Guerra Mundial, uma das conclusões foi a de que o regime nazista havia conseguido implementar uma narrativa que distorcia fatos, mentia e criava, no fundo, uma realidade paralela. Ao escrever sobre a autópsia moral da Alemanha, Theodor Adorno insistiu que o Terceiro Reich havia corrompido a verdade.
Foi exatamente isso que Donald Trump fez no púlpito da ONU, nesta semana. Em quase uma hora de um discurso que causou constrangimento entre delegações e mal-estar entre diplomatas, ele atacou governos, a ONU, a ciência, os imigrantes e até ameaçou os funcionários que trabalhavam na Assembleia Geral.