Perfídia traiçoeira de Alcolumbre o faz refém de si mesmo

Não deve ser alvo de recomposição ou perdão do governo: que arque com as consequências de seus atos

“Perdoa-me por me traíres”, peça de Nélson Rodrigues escrita em 1957, gira em torno do triângulo traição-culpa-perdão. Na ficção, as ações orbitam em torno de infidelidades e da incapacidade dos personagens de agirem de acordo com os valores que professam.

O espaço no qual tudo ocorre naquela que se tornou uma das obras-primas da dramaturgia brasileira é o ambiente doméstico: uma casa suburbana do Rio de Janeiro, meados do século passado. O local está longe de ser refúgio para os pérfidos que vão entrando em cena. Ao contrário, converte-se em palco de revelações.

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