Primeiro, veio a dificuldade. No início do mês de fevereiro, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), bolsonarista de carteirinha, ocupou a tribuna do Senado Federal e oficiou o Tribunal de Contas da União protestando contra uma pretensão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP): realizar ainda no primeiro semestre de 2026 uma licitação pública a fim de contratar ao custo de R$ 90 milhões anuais duas agências de publicidade com o objetivo de melhorar a imagem institucional do Senado. Em razão dos protestos de Girão de ação preventiva do TCU, o pregão foi suspenso.
Depois, chegou a promessa de facilidade. Ex-policial civil que encarna a personagem de “publicitário” da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios desde os tempos em que Michel Temer sentou na cadeira de presidente da República, Marcelo Oliveira Lopes, controlador da agência Cálix Propaganda, anunciou-se no mercado publicitário brasiliense como aspirante a uma das contas do Senado.