Sexualidade: caminho para a não-dualidade e a plena comunhão

Com ela e através dela, busca-se a união suprema entre os parceiros e o universo

Num artigo anterior, mostramos como o feminino é a fonte-matriz do masculino. É o caminho ocidental que usa a antropologia e a psicologia. Mas, com referência à mulher, Freud diz que ela é um ser inferior e Lacan acrescenta que ela não existe porque não pode ser definida. Esqueçamos estes laivos de machismo cultural atávico. Vamos ao olhar oriental, que é mais fecundo e menos preconceituoso.

A visão oriental da sexualidade segue outro caminho, diverso daquele ocidental. Desenvolve uma antropologia extremamente refinada. Exemplo: para a tradição do Yoga e do Tao, a sexualidade não é vista como algo em si mesmo. Ela é integrada num todo maior. Com ela e através dela, busca-se alcançar a experiência de não-dualidade, quer dizer, propiciar uma união suprema entre os parceiros e o universo.

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