A luta pela terra como fronteira de riscos e violações

Trinta anos após o massacre de Eldorado do Carajás, quem atua pela reforma agrária segue exposto à violência

Por Glaucia Marinho e Antonio Neto*

Numa tarde de 17 de abril 1996, centenas de pessoas que marchavam em luta pela reforma agrária em Eldorado do Carajás, sudeste do Pará, foram brutalmente reprimidas por um comboio de policiais militares, resultando em 21 camponeses mortos e diversos ataques com gás lacrimogêneo e cassetete. A data marca o Dia Internacional da Luta Camponesa, celebrado pela Via Campesina, e a Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, realizada anualmente pelo Movimento Sem Terra (MST).

Conteúdo para assinantes

Tenha acesso ilimitado a todas as edições, com reportagens exclusivas, análises jurídicas e políticas, além de um olhar crítico sobre a história sendo escrita diante dos nossos olhos.