Com uma arrecadação mensal que gira em torno de R$ 160 milhões, as 15 empresas de apostas eletrônicas cadastradas pela Loterias do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) como operadoras na modalidade de bets desenvolveram estratégias de atuação peculiares durante o mandato do ex-governador Cláudio Castro (PL). A mais problemática delas: na ponta do caixa que arrecada essa dinheirama toda, está desde sempre alguém da estrita confiança do PL de Valdemar Costa Neto e de Flávio Bolsonaro e todos os pagamentos são realizados por meio de pix.
A fintech que recebe os pagamentos milionários, mensais, foi credenciada pela Loterj numa licitação esquisita e é administrada por uma executiva designada pelo advogado Willer Tomaz, um dos amigos e parceiros mais próximos de Flávio Bolsonaro no mundo dos negócios jurídicos. A executiva é Lídia Maria Figueiredo Mazelli, administradora de um sem-número de negócios nos quais Tomaz está ligado, entre eles a holding WT Administração.