Patriotismo de propaganda e soberania em liquidação

Flávio Bolsonaro vai aos Estados Unidos e põe o Brasil à venda

Há momentos na história de um país em que uma fala revela mais do que um programa inteiro de governo. Não porque seja detalhada, técnica ou sofisticada, mas porque é direta demais. Transparente demais. Sem disfarce. A declaração de Flávio Bolsonaro, feita em solo americano, de que o Brasil pode ser a “solução” para os Estados Unidos na disputa por minerais estratégicos contra a China é um desses momentos.

Ali, diante de uma plateia estrangeira, não houve ambiguidades. Não houve cautela diplomática. Não houve um esforço mínimo de revestir o discurso com a linguagem da soberania ou do interesse nacional. O que se viu foi a apresentação do Brasil como fornecedor de riqueza estratégica para uma potência estrangeira. Um país que se oferece sem impor qualquer contrapartida ou condição para impulsionar o desenvolvimento nacional.

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