Recém-empossado no cargo de governador de Goiás (era o vice de Ronaldo Caiado, que renunciou para disputar a presidência da República pelo PSD), Daniel Vilela (MDB) não pode se dedicar integralmente à dupla agenda de executivo goiano e de candidato à reeleição para o cargo que herdou porque sua vida pessoal está em chamas. Ora ele atua como bombeiro, ora como incendiário nessa crise familiar.
A “influenciadora digital” goiana Anna Liz Teles, irmã por afinidade de Vilela, herdeira do espólio do laboratório Teuto, acusa a própria mãe, a socialite goiana Flávia Teles, madrasta do novo governador goiano, de estelionato, falsidade ideológica e apropriação indébita de R$ 18 milhões – parte da herança que lhe foi destinada pelo pai, o industrial Walterci de Melo, fundador do Laboratório Teuto.
Walterci morreu em 2014, quando a filha tinha apenas 8 anos. No mesmo ano, Flávia Teles casou com Maguito Vilela, pai de Daniel Vilela, ex-governador de Goiás, ex-senador e um dos principais nomes da política no estado. Em 2021, depois de uma longa agonia em razão de sequelas de infecções sucessivas por coronavírus Covid-19, Maguito morreu. O filho, atual governador goiano, abrigou a madrasta e a irmão por afinidade sob o guarda-chuva de sua gestão. Contudo, há cerca de um ano, ao assumir o controle das milionárias contas que herdou, Anna Liz descobriu gastos injustificados com compras de roupas de grife, tratamentos de beleza e viagens feitos às expensas de sua parte na herança e para usufruto da mãe. Agora, ela quer o dinheiro de volta e é Daniel Vilela quem está mediando o conflito familiar que já está judicializado.