Os sonhos eram muitos para o Oriente Médio até o dia 7 de outubro de 2023. O então secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, da era Biden, não passava mês sem que visitasse alguma capital árabe sunita importante e, depois, pousava em Tel Aviv para negociações.
Muitos analistas internacionais sérios repetiam as “possibilidades” da “solução de dois Estados”, insistindo que era a única possível. Nas vésperas do ataque do Hamas a Israel, a “normalização” das relações de Israel com a Arábia Saudita estava a pleno vapor. Até datas estavam marcadas. E não só com Riad. Mas… A ofensiva palestina redefiniu a agenda regional.