O que leva os homens a matar?

Ressentimentos, falsos conceitos de virilidade e sexualidade frágil podem estar entre as respostas

Os números explosivos de casos de feminicídio deixam nítido o tamanho do problema que estamos enfrentando. A combinação catastrófica entre desigualdades estruturais de raça, classe e gênero e a ascensão de uma ideologia conservadora, especialmente entre homens, é combustível desse cenário aterrorizante. Por isso, é preciso olhar suas partes feias e indigestas.

Em novembro de 2025, assistimos a um duplo feminicídio cometido dentro de uma instituição de ensino contra duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca, no Maracanã, na Zona Norte do Rio. Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro foram assassinadas por um colega de trabalho, a princípio, apenas por serem mulheres em cargo de chefia.

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