Os cálculos de todos bem informados estatísticos dos principais partidos políticos brasileiros estimam que o PSD presidido pelo ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab elegerá no mínimo 68 deputados. O número pode chegar próximo aos 80 parlamentares. É o tamanho da bancada de deputados federais que determina o tamanho do fundo partidário dos quatro anos seguintes e das duas eleições posteriores a essa de 2026. Confirmadas as especulações estatísticas, a sigla comandada por Kassab será o mais musculoso fiel de balança dentro do Congresso Nacional desde o PMDB de Ulysses Guimarães nos tempos dos governos José Sarney e Fernando Collor (1985 a 1992).
Em razão da possível construção de uma Federação de Esquerda que una PT, PcdoB, Rede e PV ao Psol e até mesmo a siglas médias que nunca falaram antes em federalização como PSB e PDT, está desautorizado quem crê que o PSD possa vir a controlar a Câmara em 2027 pela regra de costumes que entrega a presidência da Mesa ao maior partido da Casa. Porém, é fato que os pupilos de Kassab terão peso específico nos cargos de comando e na governança da Câmara e da pauta de votações a partir da próxima legislatura. Por isso, até a undécima hora do prazo de apresentação das chapas de candidatos, ficará no ar a possibilidade de Gilberto Kassab ser candidato a deputado federal: ele persegue o cetro de Ulysses Guimarães, de pacificador da política. Doutor Ulysses nunca deixou de falar o que pensava. Entretanto, em momento algum permitiu que suas aspirações pessoais travassem a política.