‘União Progressista’, federação de PP e União Brasil, sobe no telhado

Divergências sobre controle financeiro da aliança partidária e poder de ajuda a candidatos em 2026 que irão se converter em eleitores no Congresso de 2027 está freando o ímpeto do acordo entre as duas siglas
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Três semanas separam a formalização da federação partidária do União Brasil com o PP, o Progressistas, unificando os caixas de campanha e as tesourarias das duas siglas e criando a maior aliança partidária do país. O prazo é curto e a especulação é teórica, ainda: a União Progressista está muito mais distante de ser consumada, neste momento, do que há oito meses. O nó cego que faz as cúpulas dos dois partidos se repelirem é justamente a unificação mandatória das tesourarias em ano eleitoral.

Nem Antônio Rueda, presidente do UB, nem Ciro Nogueira, do PP, renunciam ao poderoso papel de serem donos exclusivos da caneta que determina as parcelas do fundo partidários para financiar as campanhas dos correligionários. Lealdades construídas na planície dos duros momentos pré-urna dificilmente são esquecidas quando os eleitos passam a se reunir em Brasília. Esse é o combustível do poder interno dentro do Congresso Nacional. Caso se elejam em outubro de 2026 – Nogueira é candidato à segunda reeleição para o Senado no Piauí e Rueda tenta o primeiro mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro – os dois têm a ambição de galgar postos nas Mesas Diretoras do Senado e da Câmara. As inversões de campanha com o dinheiro público do Fundo Partidário é sempre a melhor e mais barata alternativa para se constituir exércitos mercenários.

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