Cíntia, Sílvia, Daniela, Patrícia, Rebeca e Renata. Todas carregam o sobrenome paterno Abravanel, do nome de batismo de Senor Abravanel, o comunicador e mascate de origem Sílvio Santos. Uma delas, provavelmente Sílvia (a que surge num vestido cintilante azul na foto) será candidata a deputada federal em outubro de 2026. A ideia delas, longe de ser consenso entre as herdeiras, é dar curso a um sonho do pai jamais concretizado. Em 1989, na primeira eleição direta para a presidência da República depois da queda da ditadura, Sílvio Santos tentou ser candidato à sucessão de José Sarney. Mas, perdas de prazos e erros processuais formais no registro da candidatura pelo Partido Municipalista Brasileiro fizeram-no ser excluído das urnas por determinação do Tribunal Superior Eleitoral.
Daniela Abravanel, que passou a assinar o sobrenome paterno desde meados do ano passado (antes gostava que a chamassem de Daniela Beyruth, nome pós-casamento), é a CEO do conglomerado familiar e não vê com bons olhos pretensões políticas que identifica nas irmãs. Contudo, essa não é uma posição fechada. Quando falam da possibilidade de ter o nome de quaisquer delas nas urnas, todas são unânimes num único ponto: se a ideia ganhar pernas e sair do controle, o partido ao qual se filiará uma das Abravanel não será nem o PT, nem PL. Nem tampouco alguma sigla muito identificada com o bolsonarismo ou com o petismo. Entre elas é consenso que o PSD, de Gilberto Kassab, e o espólio do PSDB, são as siglas mais leves para um ingresso nesse mundo em que o pai delas não se criou.