Ataque contra Irã abre mal-estar na base radical do trumpismo 

Ultraconservadores cobram promessa eleitoral do presidente de não envolver EUA em guerras

Donald Trump passou parte de sua campanha prometendo que, se vencesse as eleições de 2024, ele iria retirar os EUA de conflitos pelo mundo. Ganhou o apoio de milhares de americanos que acreditavam que seu país não deveria ser a “polícia do mundo”. Agora, diante de mais uma guerra – desta vez no Irã –, o republicano está sendo obrigado a iniciar uma verdadeira campanha de sedução para tentar convencer seu eleitorado mais radical de que sua operação militar faz sentido.

Desde o último fim de semana, porém, o movimento ultraconservador nos EUA foi tomado por um profundo mal-estar. Talvez um dos sinais mais claros disso tenha sido a ofensiva de Tucker Carlson, um podcaster de extrema direita, para convencer a Casa Branca a não ir à guerra. Em apenas um mês, ele se reuniu com Trump três vezes no Salão Oval e fez um apelo: “Você precisa se opor a Israel, ou você será destruído e o país também”.

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