A máquina do ódio

Dispositivos estão, mais uma vez, voltados à produção desse afeto agregador e destrutivo

As eleições de 2026 serão palco de todo tipo de atrocidade contra a democracia. Não é difícil imaginar o que vem pela frente, considerando os projetos golpistas do passado recente, que foram bem sucedidos ou não. É certo que o jogo de poder no universo legislativo, judiciário e midiático seguirá cada vez mais sangrento.

A desinformação, consolidada num cenário de falta de ética na política – e nas relações sociais e familiares – permitirá o avanço da confusão e da manipulação do sentido. Não nos espantaremos se a proliferação dos jogos retóricos, na base de mentiras e fake news, acabar com o diálogo no campo progressista.  E a esquerda, que muitas vezes tem dificuldade com diálogos internos, terá que resistir ao chamado geral da guerra de todos contra todos na política partidária.

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