Ex-assessora especial de Paulo Guedes no ministério da Economia durante a ruinosa passagem de Jair Bolsonaro pela presidência da República, presidente da Caixa Econômica Federal entre julho e dezembro de 2022, quando tentou conter a crise de credibilidade interna da instituição em razão da descoberta de casos de assédio sexual e assédio moral praticados pelo economista Pedro Guimarães, a administradora de empresas Daniela Marques foi alçada à condição de “Posto Ipiranga” de Flávio Bolsonaro. Formada em Administração na PUC do Rio, ela tem MBA em Finanças cursado no Ibmec e atualmente é a CEO da Legend Capital, uma boutique de serviços financeiros e gestora independente de recursos em carteiras privadas de investimentos.
O candidato do PL foi buscar em Daniela Marques atributos demandados a partir de pesquisas de opinião pública. Os levantamentos encomendados pelo partido indicaram que ele precisa se cercar de mulheres que atenuem a imagem de misoginia e grosseria contra vozes femininas frequentemente colada ao clã Bolsonaro em razão do longo histórico que colecionam. Daniela Marques se revelou eficiente ao varrer para debaixo do tapete da Caixa as acusações contra Guimarães ao mesmo tempo em que colocava o banco público como fiador de diversos programas sociais eleitoreiros da administração de um Jair Bolsonaro em seus estertores e tentando se reeleger.