João Caldas, ex-deputado federal por Alagoas, pai do prefeito de Maceió e irmão da ministra Marluce Caldas, nomeada para o Superior Tribunal de Justiça no ano passado, já sentou praça na sede provisória do “Democracia Cristã” no Anexo IV da Câmara dos Deputados em sala disponibilizada gratuitamente pelo deputado Hugo Motta. Agora, dedica-se ao road-show de venda da ideia de que Aldo Rebelo candidato a presidente da República é a melhor linha auxiliar de Flávio Bolsonaro.
Ex-comunista com carteirinha do PCdoB, ex-ministro de Lula (Relações Institucionais) e de Dilma Rousseff (Esporte, Ciência e Tecnologia e Defesa), ex-presidente da Câmara dos Deputados eleito para um mandato-tampão depois da renúncia de Severino Cavalcanti (PP-PE) em razão de atos de corrupção com prestadores de serviços do Legislativo, Aldo está entusiasmado com a skin “Padre Kelmon Reloaded” que João Caldas costura para ele.
O party-truck da Democracia Cristã já percorre becos e vielas da região da avenida Faria Lima, coração financeiro de São Paulo e do Brasil, com a mesma desenvoltura com que os vendilhões do Templo de Herodes montavam suas banquinhas diante do lugar pretensamente sagrado que Jesus chamou de “covil de ladrões” em meio a um acesso de ira (João, 2:13-16; Mateus, 21:12; Marcos, 11 e Lucas, 19).
A ideia, que conquista adeptos no mercado financeiro, é vender o candidato da DC como o personagem que pode confrontar o presidente Lula em debates, abrindo espaço para o filho 01 de Bolsonaro posar de propositivo e amplo. No brainstorming de pretensões dos neo-democratas-cristãos, Aldo também poderia radicalizar em determinados temas de campanha nas redes sociais, puxando o presidente para uma rinha de galos e permitindo que Flávio Bolsonaro pareça mais limpo e equilibrado.