Em maio de 2022, depois de vender participações numa empresa que prestava serviços à Starlink, de Elon Musk, Fábio Faria articulou uma vinda ao Brasil do controlador da Tesla (que estava concluindo a compra do Twitter para transformar no X). O bate-e-volta de Musk a São Paulo virou evento de início de campanha de reeleição de Jair Bolsonaro à presidência.
Para realizar o evento, marido de Patrícia Abravanel coordenou o fechamento do Hotel Fasano em Porto Feliz (SP) junto com um grupo seleto de empresários, entre eles o banqueiro André Esteves (BTG), o agroempresário Rubens Ometto (Cosan), o varejista Flávio Rocha (Riachuelo) e Alberto Leite, controlador da FS Security, de segurança privada.
Além dele mesmo e dos colegas de ministério Ciro Nogueira (Casa Civil), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Augusto Heleno (GSI) e Luiz Carlos Ramos (secretaria-geral), só foram convidados na qualidade de “altas autoridades da República” o então presidente, Jair Bolsonaro, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Já vivenciando a escalada de barbaridades retóricas de Bolsonaro contra o Judiciário em geral, o TSE em particular e o ministro Alexandre de Moraes em específico, Toffoli não discursou no evento e só se deixou fotografar ocasionalmente – sem fotos oficiais.
Dois anos depois daquele rega-bofe com Elon Musk no qual se aproximou bastante de um dos anfitriões, Alberto Leite, da FS Security, o ministro do STF viajou a Londres para assistir à final da Champions League de 2024 num camarote de Wembley pago pelo empresário do ramo de segurança privada. Há foto de um Toffoli feliz, naquele diz, celebrando a vitória do Real Madrid sobre o Borussia Dortmund e o show de bola de Vinicius Jr em campo.