Acadêmicos são, em sua grande maioria, cautelosos sobre os termos que usam para descrever fenômenos, fatos ou classificar movimentos. Mas, numa conversa que mantive com o professor Steve Levitsky, autor do livro Como morrem as democracias, notei que ele insistia em classificar Donald Trump como “um líder autoritário”. Em praticamente todas as perguntas que eu lhe lançava, era com esses termos que ele respondia.
Num certo momento do encontro, decidi questioná-lo: por qual motivo, com tão poucos meses de governo do republicano, o professor de Harvard já tinha a confiança suficiente para declarar que se tratava de um “líder autoritário”? Sua resposta foi ainda mais convincente: “O que mais Trump precisa fazer para que ele seja chamado de líder autoritário?”.