Toffoli na caçapa da PF: celebração de petistas

Principais nomes da velha guarda do PT que foram a julgamento na Ação Penal 470 (o "Mensalão") debateram freneticamente exposição negativa do ministro do STF
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No julgamento da Ação Penal 470, que passou erroneamente à História como “Mensalão” (criação publicitária da mente ardilosa de Roberto Jefferson), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, votou pela condenação de José Genoíno (ex-deputado, ex-presidente do PT), de Delúbio Soares (ex-tesoureiro petista) e de Henrique Pizzolato (ex-VP de Marketing do Banco do Brasil). Quanto às imputações que recaíam sobre o ex-ministro e ex-deputado José Dirceu e sobre o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, rejeitou todas e votou pela absolvição.

A partir das 23h40min da última quarta-feira os cinco petistas que outrora ocuparam altos escalões no Partido dos Trabalhadores passaram a trocar telefonemas. O tom era ora de exultação e regozijo, ora de lamentações. Minutos antes, o portal UOL publicara texto da colunista Mônica Bergamo revelando que a Polícia Federal havia extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro trocas de mensagens com o ministro Dias Toffoli e evidências de pagamentos da holding familiar Maridt (pertencente aos irmãos Toffoli) para a conta do próprio ministro do Supremo.

Genoíno, Delúbio e Pizzolato detestam Toffoli. Dirceu e João Paulo não só o defendem sempre que possível, como preservaram a amizade pessoal com ele. Todos, porém, guardam uma certeza: Dias Toffoli não está “pela bola 7” num hipotético jogo de sinuca entre os Três Poderes em Brasília. A sensação é a de que já foi encaçapado.

O ex-ministro da Casa Civil, o ex-presidente da Câmara e o ex-tesoureiro serão candidatos a deputado federal este ano. Todos pelo PT. Nenhum deles é otimista quanto à permanência de Toffoli no STF depois do desmantelo que ficou a vida pessoal dele com a passagem do furacão Master pelo seu gabinete de ministro. Dias Toffoli ainda reluta em pedir antecipação da aposentadoria no Supremo Tribunal Federal, onde teoricamente pode ficar por mais 17 anos, até a saída compulsória aos 75 anos. O sonho dele é ser decano da Corte (ou seja, o mais antigo da composição), condição à qual ascenderá em 2027 quando Gilmar Mendes se aposentará.

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