O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) passou a discutir internamente a possibilidade de atuar no cultivo de Cannabis para fins medicinais, em uma sinalização que ainda ocorre de forma discreta, mas que já conta com iniciativas em andamento.
Fontes ligadas ao movimento relatam que o MST tem acompanhado experiências de associações de pacientes que cultivam Cannabis medicinal, principalmente no Nordeste brasileiro, onde já existem organizações com autorizações judiciais para cultivar e fornecer o óleo medicinal para pacientes. Essa troca de experiência tem servido de base para estudos internos e para a possível criação de uma cooperativa de pequenos produtores voltada ao cânhamo (Cannabis com até 0,3% de tetrahidrocanabinol – THC – a molécula psicoativa da planta) alinhando a pauta com princípios de agricultura familiar e soberania produtiva.