Em razão dessas análises e leituras aprofundadas de pesquisas, foi montada uma verdadeira força-tarefa na pré-campanha de Lula destinada a antever potenciais crises com falsas denúncias ou com a deturpação de casos que ponham no comando de governo responsabilizações que não são dele. Sob o comando do presidente do PT, Edinho Silva, a força-tarefa tem como “analistas-sêniores” os ministros Camilo Santana e Fernando Haddad. Um dos dois será o coordenador nacional da campanha de Lula rumo ao 4º mandato. No momento, o mais provável é que a missão recaia sobre os ombros de Camilo. Haddad tende a disputar o Senado por São Paulo – a prioridade é fazê-lo formar uma chapa majoritária com as ministras Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (que deve se filiar ao PSB).
O presidente quer Camilo Santana e Fernando Haddad com mandatos até 2030, ampliando a circulação entre partidos aliados e no Congresso Nacional e o mais imersos possível nos bastidores do Partido dos Trabalhadores. Para Lula, só cumprindo esses estágios probatórios a dupla atravessará o rubicão dos próximos quatro anos em condições de liderarem a centro-esquerda quando ele estiver definitivamente fora das urnas.