O presidente Lula já escalou um time misto, tanto em gênero quanto em afiliações partidárias, para o qual trabalhará durante a campanha eleitoral deste ano e no curso do quarto mandato que busca nas urnas de outubro.
Fora do PT, os pernambucanos João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) dividem as atenções e as mesuras presidenciais num difícil equilíbrio; a ex-deputada gaúcha Manuela D’Ávila (Psol), candidata ao Senado, e o ministro-chefe da Secretaria de Governo Guilherme Boulos (Psol), que não disputará as eleições, integram a ala à esquerda dessas preferências; no MDB, o ministro dos Transportes, Renan Filho, conquistou um latifúndio no coração presidencial e o divide com os irmãos paraenses Hélder e Jáder Barbalho Filho (mas o alagoano tem as maiores glebas); no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) tem tudo para largar na frente como um nome de consenso do centro político com vistas a 2030; em São Paulo, não se coloca na relação o nome de Geraldo Alckmin (PSB), porque o vice-presidente não é exatamente um representante da nova geração – mas, Simone Tebet, que está prestes a deixar o Ministério do Planejamento e o domicílio eleitoral em Mato Grosso do Sul e mudar-se de corpo e alma para a capital paulista a fim de disputar o governo do estado pelo MDB ou pelo PSB – deve se converter numa carta “super-trunfo” dessa relação.