Quase metade da população brasileira defende a necessidade de uma revolução no país – ou entende que ela até já está em curso. Esse é o somatório das respostas da pesquisa, entre todas as categorias, daqueles que acreditam que mudanças só viriam com rupturas radicais (35%) e dos que pensam que a revolução está em andamento, mesmo que isso venha ocorrendo lentamente (10%).
Mas de que revolução o brasileiro está falando? Os sentidos atribuídos a essa ideia podem não ser tão óbvios a um primeiro olhar. Quando os dados começam a ser esmiuçados pelo viés político dos consultados, percebe-se que o sentido atribuído à revolução não indica necessariamente uma guinada socialista, mas, sobretudo, a ideia de se afastar do que está aí.