Vamos parar de fingir ingenuidade. O caso Banco Master é grande, grave e pesado demais para ser tratado com a abordagem morna, burocrática e anestesiada que estamos vendo.
Um banco é liquidado pelo Banco Central e logo surgem suspeitas de fraude, ativos podres e engenharia financeira questionável. Bilhões de reais se perdem, impactando o Fundo Garantidor de Créditos e deixando investidores desesperados. No entanto, em vez de uma ebulição institucional, o que se observa é uma disputa de competência, notas técnicas, sigilos, despachos frios e uma pressa quase constrangedora em normalizar e abafar a situação.