Mobilizações políticas na Bolívia e Venezuela para tentar derrubar governos progressistas tiveram o apoio de uma operação digital, conduzida a partir de Washington e com a criação de contas e perfis falsos nas redes sociais. Seus objetivos: dar a impressão de que se tratava de um movimento interno em cada um dos países em questão.
A constatação faz parte de um levantamento realizado pela Stanford Internet Observatory (SIO), que revelou a ação de uma empresa de lobby em Washington com vínculos com o governo dos EUA. As revelações ainda apontam que, no caso brasileiro, a ingerência ganhou contornos dramáticos na eleição e que a prática vinha ganhando espaço nos últimos anos como parte de uma estratégia deliberada para permitir que governos alinhados pudessem chegar ao poder na América Latina.