Jorge Benjor, na música Zumbi, do genial álbum Tábua de Esmeraldas, de 1974, dizia: “Aqui onde estão os homens/ Dum lado cana de açúcar / Do outro lado cafezal/ Ao centro senhores sentados / Vendo a colheita do algodão branco / Sendo colhido por mãos negras”. Sobre as “mãos negras”, já sabemos, o que parece estar faltando é olhar com lupa os “senhores sentados” ao centro.
O país mergulhou numa intensa batalha contra a cruel jornada de seis dias trabalhados para um de folga, porque este “um” era tudo o que sobrava para cuidar da saúde, dar atenção aos filhos, familiares, amigos, ter algum lazer e, enfim, viver.