Lottenberg fora da Conib e do Einstein em 2027

Anunciado “ministro” de Flávio Bolsonaro em eventual governo, presidente afastado do Conselho do Hospital Albert Einstein e da Confederação Israelita não retorna aos cargos

Fiador de um tal “padrão Einstein” a ser implementado nos hospitais públicos brasileiros que integram o Sistema Único de Saúde (algo jamais possível em razão do tamanho da empreitada e de seu custo operacional), anunciado eventualmente como “ministro da Saúde” de um hipotético governo Flávio Bolsonaro, o médico Cláudio Lottenberg já foi avisado que no próximo ano não permanecerá à frente nem da Confederação Israelita Brasileira (Conib) nem do Conselho do Hospital Israelita Albert Einstein. A agonia pré-eleitoral do candidato do PL, que anunciou Lottenberg ao vivo em um programa de TV como ministro de uma equipe ministerial sua, irritou a parcela da comunidade judaica que sempre fez oposição ao arrivismo religioso e científico de Lottenberg. Somando-se a ela, um pedaço dos atuais viabilizadores da permanência do médico à frente das duas instituições também cansou do modelo acumulativo de poder em vigor há mais de duas décadas e decidiu renovar os ares e o ambiente tanto na Conib quanto no Einstein. Caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno – o que é cada vez menos provável dadas as trajetórias dos índices de intenção de voto dele e do presidente Lula, candidato à reeleição – Lottenberg terá a desculpa de sair para assumir o cargo prometido. Se Lula for reeleito, a oposição judaica ao médico permitirá que ele regresse ao posto até o fim do ano, mas, convoque um certame sucessório imediato na Conib e no Einstein.

Conteúdo para assinantes

Tenha acesso ilimitado a todas as edições, com reportagens exclusivas, análises jurídicas e políticas, além de um olhar crítico sobre a história sendo escrita diante dos nossos olhos.