Nos últimos dias, viralizou uma cena da elite carioca que, do balcão do decadente Copacabana Palace, mandava beijos e fazia gestos, provocando a multidão que saía em defesa da democracia. Com os dedos, aquelas pessoas faziam os números da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com a alma, zombavam de trabalhadores e de seus sonhos.
Resguardados pela distância, pela certeza da impunidade e pela falta de sensibilidade, reafirmavam que daquele palácio ninguém as tiraria. Mandavam beijos e adeus aos que jamais conseguirão ter acesso à corte. Um retrato perfeito de um Brasil aristocrata e colonial.