Um Brasil livre do fascismo é possível?

Imaginar uma utopia brasileira passa por saber que o fascismo está à espreita e que controlar seu avanço é urgente

Em 2015, publiquei um livro chamado Como conversar com um fascista?, que despertou a fúria da extrema direita e deixou grande parte da esquerda entre a perplexidade e a dúvida. Olavo de Carvalho foi o primeiro e me atacar num processo de perseguição política ultra misógina, que me levaria a sair do Brasil no final de 2018, aceitando o chamado de Henry Reese, o homem que estava ao lado de Salman Rushdie no dia em que ele foi esfaqueado e que dirige uma instituição que protege escritores perseguidos.

Começo com esse relato que me envolve pessoalmente, porque a posição de estudiosa do assunto, que se torna vítima daquilo que denuncia, sinaliza um fenômeno generalizado no fascismo: todos os seus críticos serão, mais cedo ou mais tarde, atacados, silenciados e eliminados.

Conteúdo para assinantes

Tenha acesso ilimitado a todas as edições, com reportagens exclusivas, análises jurídicas e políticas, além de um olhar crítico sobre a história sendo escrita diante dos nossos olhos.