O Setembro Amarelo amplia o debate sobre saúde mental e prevenção do suicídio. A campanha, no entanto, vai além de uma mobilização pontual: falar sobre o tema significa reconhecer sinais de sofrimento, reduzir o estigma associado aos transtornos mentais e estimular a busca por ajuda antes que uma situação de sofrimento se agrave.
Nesse contexto, compreender o papel dos diferentes profissionais de saúde mental e saber como oferecer apoio a alguém que não está bem são passos importantes. Psiquiatras e psicólogos possuem formações e atribuições distintas, mas podem atuar de maneira complementar no cuidado. Para discutir essas questões, a reportagem ouviu Natália Rossi, médica psiquiatra e psicogeriatra pela USP, colaboradora voluntária do Programa de Terceira Idade (PROTER) do HCFMUSP, e Otávio Cabral Marques, psicólogo, professor e pesquisador, livre-docente em Medicina Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), mestre e doutor em Imunologia pela USP, com experiência internacional nas áreas de Psicologia, Biologia e Imunologia. Sua atuação interdisciplinar envolve saúde mental, neurociências, imunologia e saúde integral, com especial interesse em saúde mental e autoconhecimento.