Liquidação do BRB: dúvida é só cronológica

Antes ou depois das eleições? Seguramente, antes da posse do novo governo, em janeiro de 2027. Banco Regional de Brasília tem rombo de R$ 11,7 bilhões em seu caixa

No início dessa campanha eleitoral havia assentada incerteza sobre a ocorrência, ou não, de segundo turno na eleição para o governo do Distrito Federal. Haverá, e a tendência mais forte é que ele se dê entre a atual governador, Celina Leão (PP), e o candidato do PT, Leandro Grass. O petista bate metas sobre metas de crescimento nas pesquisas pré-eleitorais e na última semana foi beneficiado pelo indeferimento da candidatura de José Roberto Arruda (PSD). Um ou outro, ou mesmo um eventual tertius que se interponha entre eles na disputa, sabe que não terá nenhum Banco Regional de Brasília para chamar de “seu” como o ex-governador Ibaneis Rocha fazia antes de renunciar ao mandato em março desse ano.

Sem publicar balanço há mais de um ano, sem conseguir socorro do Banco Central (o que seria, de resto, inapropriado) e sem obter auxílio de outras instituições financeiras ou mesmo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o BRB tinha R$ 4 bilhões de patrimônio líquido quando seu último balanço foi publicado. O Banco Central estima que as operações com o Master possam produzir uma perda de R$ 11,4 bilhões — quase três vezes o patrimônio do banco. O governo do DF busca uma solução de R$ 8,8 bilhões, dentro da qual está um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC. E o balanço que permitiria saber exatamente quanto sobrou do BRB ainda não foi publicado.

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