A “COP da Verdade”, realizada em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro, vinha, por parte do governo brasileiro, carregada de expectativas e até considerada por alguns notáveis ecologistas como a COP das COPs. Pois se iria medir até que ponto o aumento surpreendente do aquecimento global (que ultrapassou 1,5ºC) se estabeleceria ou continuaria em linha ascendente, pondo em risco o sistema-vida. Entre os temas centrais estavam a eliminação ou mitigação dos gases de efeito estufa produzidos pela energia fóssil do petróleo, do carvão e do gás; a manutenção das grandes florestas da Amazônia, do Congo e da Indonésia, fundamentais para o sequestro de carbono e para a garantia de água para a humanidade; e também a urgência de acelerar mecanismos geradores de energias alternativas para garantir a vitalidade e o futuro do planeta vivo, entre outros.
Não pretendemos fazer um balanço do que ocorreu num evento de magnitude mundial (a presença de 195 países), como já fizeram muitos especialistas. Queremos apenas levantar algumas questões que não nos parecem marginais.