É preciso dar um jeito, meu amigo

A condenação dos golpistas do 8 de janeiro marca uma ruptura histórica com a tradição brasileira de anistiar e esquecer crimes contra a democracia

Ao contrário de vizinhos como Argentina, Chile e Paraguai, que transformaram a memória em ferramenta contra o autoritarismo, o Brasil optou jogar a história para baixo do tapete, o que abriu espaço para distorções, que, posteriormente, alimentaram o bolsonarismo. O julgamento de 2025 pode inaugurar um novo capítulo do nosso país, capaz de olhar para o passado sem melindres e dizer, enfim, nunca mais.

O julgamento dos responsáveis pelos ataques de 8 de janeiro é um divisor de águas na história brasileira. Mais do que punir um grupo de golpistas, deve apontar os caminhos pelos quais o Brasil pretende seguir daqui para frente. Pela primeira vez na nossa história recente, temos a chance de afirmar que a democracia não é negociável.

Conteúdo para assinantes

Tenha acesso ilimitado a todas as edições, com reportagens exclusivas, análises jurídicas e políticas, além de um olhar crítico sobre a história sendo escrita diante dos nossos olhos.